sábado, 9 de outubro de 2010
Eu preciso de ajuda. Preciso de ajuda porque sou uma frustrada porque nunca consegui nada sozinha. afogo-me em comida, porque pelo menos não faço mal aos outros como se bebesse ou me drogasse. eu preciso de ajuda porque estou a adoecer e a afundar-me a cada dia que passa. tenho muitos "complexos" e "traumas" que são a fonte de todo este meu apetite, que mais parece uma necessidade de prazer que até nem sei se será sexual, do que fome mesmo. funciona como uma faca de duas laminas: sé me sinto bem a comer, mas sinto-me mal logo acabe de comer. só me falta ir a um psicólogo. não sei o que hei-de fazer mais. não encontro motivação em lado nenhum, viver aqui só me tem complicado a vida, sinceramente, não sei o que fazer. só sei que estou a adoecer e pronto...
sábado, 24 de abril de 2010

Eu nunca vou ser conhecida nem identificada por nada que tenha feito na vida. Gosto de escrever, cantar, tocar campaínhas de porta e desatar a correr.
A verdade é que eu tenho um mau envelhecer, e acho que estou a perder tempo. Perco tempo em tudo o que faço, mas não consigo fazê-lo de outra forma. E não consigo fazer outra coisa. E há sempre um inconveniente e um empecilho. Não posso fazer barulho, não devo icomodar, nunca ser egoísta e tentar evoluir sozinha. o tempo foge-me por enchurradas e leva todas as oportunidades com ele, até aquelas que eu penso que existiram e não as aproveitei.
Talvez se tivesse nascido noutra terra, noutro pais, que não nesta ilhota no meio do atlantico, eu teria alcançado o suficiente para saber se sou estofada ou não para o sonho que me persegue.
A verdade é que eu tenho um mau envelhecer, e acho que estou a perder tempo. Perco tempo em tudo o que faço, mas não consigo fazê-lo de outra forma. E não consigo fazer outra coisa. E há sempre um inconveniente e um empecilho. Não posso fazer barulho, não devo icomodar, nunca ser egoísta e tentar evoluir sozinha. o tempo foge-me por enchurradas e leva todas as oportunidades com ele, até aquelas que eu penso que existiram e não as aproveitei.
Talvez se tivesse nascido noutra terra, noutro pais, que não nesta ilhota no meio do atlantico, eu teria alcançado o suficiente para saber se sou estofada ou não para o sonho que me persegue.
terça-feira, 28 de julho de 2009

Quem me dera ter-te conhecido melhor, quem me dera que tivéssemos conversado, trocado algumas opiniões, alguns gestos de mãos, talvez algumas gargalhadas entre chávenas de café e cigarros. Em vez disso, sonho contigo, com os teus olhos, tuas mãos e teu conhecimento. Perco-me em sonhos constantemente. Todo o dia anseio beijar-te, se é que ainda me lembro como isso se faz. Tenho pura necessidade emocional. Deixaria de comer por um abraço.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Bebam veneno!

Passei há momentos pela praça de toiros. Ainda bem que não tinha nada para fazer por aqueles lados, porque o estacionamento estava impossível num raio de pelo menos 1500 metros. Eu gostaria que me explicassem qual é a piada daquilo. Sim, qual é a piada de se estar ali horas seguidas a ver pessoal a brincar com um animal, bastante perigoso, que provavelmente a esta hora estaria a dormir ao pé dos outros, ruminando umas ervitas, na paz do cerrado, mas que está a ser "espetado" com farpas e "embebedado" com as voltas e mais voltas que é obrigado a dar naquele recinto? Qual é a piada de ver o touro a esvair-se em sangue? ou os forcados todos partidos? qual é a bravura de espetar farpas enormes, amaricadas de fitas e bandeiras de patrocinadores, chamadas de bandarilhas, no dorso de um animal que não consegue se aperceber que a verdadeira ameaça vem de cima, parte do cavaleiro e não do cavalo que está a correr contra ele (e ainda querem "picar" o toiro no inicio da corrida, como se o que está programado não fosse suficiente).
Há quem compare as touradas de praça à "grandiosidade"dos antigos circos de Roma e os toiros aos leões. Gaita pá! Arranjem leões pá! Se é sangue e circo que querem, se querem bravura, arranjem leões! Assim, sim!, esse animal daria verdadeira luta, e o homem (infelizmente as mulheres também já se estão a meter nisso também), teria menos hipóteses de sobreviver, quero dizer, homens, mulheres, cavalos, o que quer que lá entrasse, e então os espectadores já poderiam dizer que a "leonada" tinha sido um "espectáculo" porque tinham morrido não sei quantos "leoneiros", e que o sangue derramado quase tinha coberto a areia toda da praça. Costuma-se dizer, em relação às touradas à corda, que se numa tourada alguém for pegada, que foi boazinha, se foi parar ao hospital, foi muito boa, e se morreu, foi espectacular... ao menos é uma tourada bem mais justa para o toiro, que pelo sempre pode dar umas valentes tareias nalguns toleirões. Também gosto muito da publicidade "vestida" nos capinhas. Estava a ser irónica. Isto vai tudo de mal a pior...
Voltando às touradas de praça, só há uma coisa que eu gosto de ver: a maestria do cavaleiro a dominar o cavalo. Sim, sei que é preciso bastante treino conjunto para conseguir pôr o cavalo a "dançar" e mais ainda para conseguir convencer o bicho a enfrentar o toiro e a investir contra ele. Gosto de ver as crinas do cavalo adornadas de fitas e flores e o seu pêlo bem tratado. quando entram as "farpas amaricadas" estragou tudo!
Até tolero os toureiros, que com as suas capas vermelhas levam o animal à exaustão e à bebedeira, mas fazem-no praticamente sem terem qualquer tipo de contacto directo com o animal e principalmente sem o magoarem. Se é tourada em que o toureiro mata o touro, estragou tudo!
Os forcados! Ai os forcados! Onde é que esses rapazes andam com a cabeça?!? são maníaco-depressivos? masoquistas? têm tendências suicídas? então matem-se de uma vez, pá! Atirem-se da rocha a baixo, dêem um tiro nos cornos, bebam veneno! É um desperdício de energia, de tempo, de vida ou morte. Que porcaria de bravura é essa que eu não compreendo? Não é assim que um homem (ou mulher também...) mostra que é bravo ou corajoso! Não quando a sua coragem depende da investida de um animal que pensa estar a defender o seu teritório ou a si mesmo, que está a ser provocado sem qualquer fundamento natural! E o público? Serão todos sádicos?
Como sou diferente de todas as pessoas, e não tenho com quem me abrir, desabafei nestas linhas o que é apenas a minha opinião... não faço dela um estandarte, mas enquanto não me explicarem o sentido disto tudo eu vou continuar a pensar da mesma maneira.
Há quem compare as touradas de praça à "grandiosidade"dos antigos circos de Roma e os toiros aos leões. Gaita pá! Arranjem leões pá! Se é sangue e circo que querem, se querem bravura, arranjem leões! Assim, sim!, esse animal daria verdadeira luta, e o homem (infelizmente as mulheres também já se estão a meter nisso também), teria menos hipóteses de sobreviver, quero dizer, homens, mulheres, cavalos, o que quer que lá entrasse, e então os espectadores já poderiam dizer que a "leonada" tinha sido um "espectáculo" porque tinham morrido não sei quantos "leoneiros", e que o sangue derramado quase tinha coberto a areia toda da praça. Costuma-se dizer, em relação às touradas à corda, que se numa tourada alguém for pegada, que foi boazinha, se foi parar ao hospital, foi muito boa, e se morreu, foi espectacular... ao menos é uma tourada bem mais justa para o toiro, que pelo sempre pode dar umas valentes tareias nalguns toleirões. Também gosto muito da publicidade "vestida" nos capinhas. Estava a ser irónica. Isto vai tudo de mal a pior...
Voltando às touradas de praça, só há uma coisa que eu gosto de ver: a maestria do cavaleiro a dominar o cavalo. Sim, sei que é preciso bastante treino conjunto para conseguir pôr o cavalo a "dançar" e mais ainda para conseguir convencer o bicho a enfrentar o toiro e a investir contra ele. Gosto de ver as crinas do cavalo adornadas de fitas e flores e o seu pêlo bem tratado. quando entram as "farpas amaricadas" estragou tudo!
Até tolero os toureiros, que com as suas capas vermelhas levam o animal à exaustão e à bebedeira, mas fazem-no praticamente sem terem qualquer tipo de contacto directo com o animal e principalmente sem o magoarem. Se é tourada em que o toureiro mata o touro, estragou tudo!
Os forcados! Ai os forcados! Onde é que esses rapazes andam com a cabeça?!? são maníaco-depressivos? masoquistas? têm tendências suicídas? então matem-se de uma vez, pá! Atirem-se da rocha a baixo, dêem um tiro nos cornos, bebam veneno! É um desperdício de energia, de tempo, de vida ou morte. Que porcaria de bravura é essa que eu não compreendo? Não é assim que um homem (ou mulher também...) mostra que é bravo ou corajoso! Não quando a sua coragem depende da investida de um animal que pensa estar a defender o seu teritório ou a si mesmo, que está a ser provocado sem qualquer fundamento natural! E o público? Serão todos sádicos?
Como sou diferente de todas as pessoas, e não tenho com quem me abrir, desabafei nestas linhas o que é apenas a minha opinião... não faço dela um estandarte, mas enquanto não me explicarem o sentido disto tudo eu vou continuar a pensar da mesma maneira.
segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sinto-me só.
Sim, este blog é egoísticamente sobre mim e os meus sentimentos. Reservo-me a esse direito.
Sinto-me tão só a ponto de pensar que qualquer homem que me dê atenção pode estar ou vir a estar interessado em mim. É uma coisa estapafúrdia, contra a qual eu luto a todo o tempo, mas é a pura da verdade. Não sou atraente nem tenho atributos físicos que possam dar nas vistas. Nenhum homem poderá alguma vez apaixomar-se por mim à primeira vista, penso que o que me aterroriza é entrar na meia idade e atravessar a velhice sozinha. Sim, porque os filhos vão embora e se não morrermos vamos para a reforma. Se eu não morrer, ao menos que enviuve!
Mais verdade ainda é o facto de eu morrer de terror de voltar a sofrer daquela forma. Por isso esquivo-me a saídas noturnas, idas a festas, bares, etc, porque posso vir a conhecer mesmo alguma pessoa a quem agrade. E ele vai ser diferente daquilo a que eu estou acostumada e eu vou já ser uma mulher diferente daquilo que fui. E não quero voltar ao mesmo. Não quero voltar a voltar ao sítio onde supostamente vi alguém e não o encontrar lá, ou encontrá-lo, mas esconder-me para ele não me ver. Não quero andar como um cão atrás dele, a suplicar qualquer tipo de atenção.
Eu preciso que me dêm valor. Que me procurem, liguem, digam coisas bonitas sem eu pedir e mostrem apreço sem eu esperar. Tal como eu fiz. E não deram valor.
sábado, 27 de junho de 2009
Começar a matar
Estou a chegar a uma idade em que a vida começa a revelar-se a rameira que é. Primeiro, o divórcio; segundo, o pessoal mais jovem e com mais habilitações “literárias” começa a ocupar os cargos que nos deveriam caber por mérito e experiência; terceiro, começam a morrer os pais dos nossos amigos, os nossos tios, os nossos vizinhos. Tenho vezes em que dou por mim a pensar que não fui feita para o sofrimento, digo, acho que a minha geração não foi instruída para sofrer. Morria um avô ou avó e iamos ver televisão com um mano ou primo mais velho, que ficava encarregue de cuidar de nós enquanto os pais e restante família ia velar e enterrar o “morto”. Eu sei que o falecimento dos meus pais vai custar-me muito, isto se eu lhes sobreviver. Mas tenho manifestado o meu pesar ao meus conhecidos pelo falecimento dos seus entes queridos de uma foram um bocado... falsa. Encenada. Emociono-me a ver o sofrimento deles, não sou feita de pedra, mas sinto-me como que dormente em relação à morte. Se olho para um corpo , digamos, normal, sinto como se estivesse a olhar para uma escultura de cera cujo objectivo é fornecer um vislumbre da nossa “possível” morte. Só que esta é certeira.
Eu sinto-me inatingível pela morte, tal como me sentia inantigível pela doença ou pelos acidentes. Até que me acertaram em cheio...
Eu sinto-me inatingível pela morte, tal como me sentia inantigível pela doença ou pelos acidentes. Até que me acertaram em cheio...
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