
Sinto-me só.
Sim, este blog é egoísticamente sobre mim e os meus sentimentos. Reservo-me a esse direito.
Sinto-me tão só a ponto de pensar que qualquer homem que me dê atenção pode estar ou vir a estar interessado em mim. É uma coisa estapafúrdia, contra a qual eu luto a todo o tempo, mas é a pura da verdade. Não sou atraente nem tenho atributos físicos que possam dar nas vistas. Nenhum homem poderá alguma vez apaixomar-se por mim à primeira vista, penso que o que me aterroriza é entrar na meia idade e atravessar a velhice sozinha. Sim, porque os filhos vão embora e se não morrermos vamos para a reforma. Se eu não morrer, ao menos que enviuve!
Mais verdade ainda é o facto de eu morrer de terror de voltar a sofrer daquela forma. Por isso esquivo-me a saídas noturnas, idas a festas, bares, etc, porque posso vir a conhecer mesmo alguma pessoa a quem agrade. E ele vai ser diferente daquilo a que eu estou acostumada e eu vou já ser uma mulher diferente daquilo que fui. E não quero voltar ao mesmo. Não quero voltar a voltar ao sítio onde supostamente vi alguém e não o encontrar lá, ou encontrá-lo, mas esconder-me para ele não me ver. Não quero andar como um cão atrás dele, a suplicar qualquer tipo de atenção.
Eu preciso que me dêm valor. Que me procurem, liguem, digam coisas bonitas sem eu pedir e mostrem apreço sem eu esperar. Tal como eu fiz. E não deram valor.
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